terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tu és doida ou tu queres 1 real?



Eu tenho um dom, habilidade ou "sorte", sei lá... para atrair os loucos para a minha vida, "Ó Céus!!". Louco para mim não é só aquelas pessoas desprovidas de saúde mental, existem vários graus de loucura e aqui no meu trabalho tem uma escala mesclada com todos esses graus. 
Ultimamente, estou convivendo com um louco no grau 2, que nas minhas teorias, representa aquele que, não foi, não é e nunca será, porém pensa que sempre foi, que é e que será a representação de Deus (O Justo) na Terra.  Fala muito sério, viu?!
O pavio da minha paciência está quase todo queimado e quando eu descer da minha rasteirinha e abrir a minha boca, o Titanic 2 afundará.
Quem nunca ouviu a frase que diz: "Remédio de doido é doido e meio." ? Pois bem, já estou semi incorporada com a entidade
Hannibal Lecter (Silêncio dos Inocentes).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

9 meses


Ser tia é ser um pouco pai e mãe, ou talvez só pai ou quem sabe só mãe. Sinto a euforia e faço os planos mais toscos para a criança, como por exemplo: “Ela com certeza vai ser torcedora do Paysandu”, ou então, “Minha princesa vai gostar de ouvir Roberto Carlos.” Como se eu pudesse de alguma forma influenciar em pensamento, desde já, os gostos e escolhas dela, confesso está sendo um tanto quanto calculista nesse momento. E ao mesmo tempo, me preocupo com a educação dela, saúde e de como todas as outras coisas vão ser, se vão ser difíceis, se todos estarão velhinhos, unidos observando a Júlia adulta, bem resolvida e feliz. Como ser tia é realmente difícil, meu coração dispara quando penso nessa pequena, meus olhos embaçam de lágrimas quando imagino a carinha dela, os primeiros passos e ela me chamando de titia.
Sempre sonhei com esse dia e é incrível como eu sempre soube que ela seria a Júlia, eu sempre soube que seria assim!!
Hoje eu acordei assim, totalmente sentimental e pensando nesse meu lado maternal que cresce junto com a barriga da minha irmã, ser tia com certeza é a minha função mais nobre, é perfeito.
E ultimamente tenho pensado em várias frases para ser a primeira a ser dita por mim à ela, acho que vou mandar um - “Seja bem-vinda meu amor. O mundo não é lá essas coisas, mas estou aqui para te ajudar nessa jornada.” – obviamente ela não vai entender, mas eu sei que vai entrar no coraçãozinho dela e vai confortar.
Eu já sei tantas coisas sobre ela e já a amo tanto.  
Esse post relata o nascimento de uma nova coruja!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Suscitando

Tem momentos que eu canso de mim mesma, de me olhar no espelho e ver que a única coisa que mudou foi uma ruguinha nova que apareceu bem aqui na minha testa do ladinho da sobrancelha esquerda. Eu canso das coisas e das pessoas, assim, do dia para noite, porém, não tenho mais a mesma coragem de quando eu tinha 18 anos. Ia embora e pronto, quem ficou, ficou e quem chorou, chorou.
A idade te traz coisas boas, mas também te mostra a parte chata de ser responsável e pé no chão.
Bem, o meu nome Lina Lobo e eu adoro ser do tipo que larga o post do blog pela metade por puro dom de não conseguir verbalizar a maior parte dos meus sentimentos de uma forma inteligível.
Eu estou com saudade de mim, alguém me viu por aí??
A verdade é, ser feliz estraga um pouco a poesia e essência da gente...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A casa caiu!!


Foto baseada em fatos reais!!
O que mais me incomoda em pagar contas não é o dinheiro, eu não ligo muito pra dinheiro. Eu poderia ser facilmente uma semi-mendiga se tivesse um restaurante popular daqueles de R$ 1,00 (esse valor eu conseguiria fácil pedindo no Ceasa), um albergue para eu dormir a noite e um vale nigth (open bar) pelo menos de 15 em 15 dias. Ou se eu fosse milionária seria perdulária, com certeza!! Então é indiferente.
O que me deixa desconfortável é que as minhas contas sabem onde eu moro, quem eu sou, o que eu compro, é como uma melhor amiga, e não só por isso, é melhor amiga porque me visita sempre e mais, parece que eu sou um velho rico e as minhas contas são minhas amantes para quem eu dou o meu dinheiro regularmente. E eu não sei nada sobre elas, de onde vêm... eu as odeio, porque são sempre formais, eu odeio pessoas físicas ou até jurídicas (rsrsrs) formais. Elas sambam com os planos de parcelamento na minha cabeça, umas eu até respeito e assumo o compromisso, outras eu finjo que não existem e ainda penso - Nem se for com 300% de desconto eu pago - um abuso isso, mas eu sou assim cara de pau. 
Preciso de um planejamento prévio do meu orçamento para o segundo semestre em caráter de U R G Ê N C I A, se não a minha vida social vai do 0 (ZERO) para o - 557 (MENOS QUINHENTOS E CINQUENTA E SETE). Ou de um analista.

E antes que eu me esqueça...

Como as pessoas ficaram chatas, de repente todo mundo começou a correr atrás de uma coisa que nem se sabe ao certo o que é e no fundo o mais importante é ganhar dinheiro. Mas será mesmo?
Eu queria falar sobre isso, de como a imagem da felicidade está distorcida. Pois bem, vamos a lista.

Ser feliz é...

- Ser magro (deixar de comer) 
- Ter um emprego (deixar de viver)
- Ter dinheiro (perder um pouco a privacidade)
- Ser famoso (perder completamente a privacidade)
- Ser generoso e sustentável (deixar de ser egoísta)
- Ser sóbrio e centrado (deixar de beber e enfiar o pé na jaca de vez em quando)

E por aí vai. Uma lista enorme de negação escondidas atrás de metas traçadas.
Se ser feliz (na concepção desse mundo moderno) é negar tudo aquilo que dá o sabor gostoso na vida, eu prefiro ser assim bem triste.

Olha a minha cara de triste!! (Gorda, pobre, com um emprego meia boa e bêbada)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Havaianas

Quem me conhece sabe o quando eu gosto das sandálias de borracha que fazem o maior sucesso no mundo e que deixou de ser consumida apenas pela classe menos favorecida (por que ficou mais cara). Usar Havaianas é super chique e além disso é muito confortável. Gotaria muito de poder usa-las sempre.
 Havaianas é uma marca brasileira de sandálias de borracha produzidas pela São Paulo Alpargatas, uma empresa do Grupo Camargo Corrêa. (Eu não sabia quem eram os donos da marca)
A ideia para o produto foi inspirada nas Zori, sandálias japonesas feitas de palha de arroz ou madeira lascada e que são usadas com os kimonos. Em 8 de junho de 1958 foram lançadas as sandálias brasileiras feitas de borracha. O primeiro modelo é o mais tradicional: branco com tiras e laterais da base azuis. Não possuíam um atrativo visual, porém, eram demasiado baratas.
Eram, capitaram?
(Texto copiado, colado e adaptado na cara dura da Wikipédia)


É curioso como as pessoas começaram a usar frequentemente as Havaianas depois que os preços ficaram absurdos. Eu posso dizer que sempre as usei, não só por serem baratas e estarem dentro do orçamento, mas por que eu simplesmente as acho lindas, de todas as cores e em todos os formatos.
Lembro a primeira vez que vi um loja das Havaianas, fiquei louca. Todas em um só lugar, bem ali na minha frente. Fiquei louca de novo, todas em um só lugar, bem ali na minha frente e eu sem dinheiro, hahahaha N O V I D A D E!!! Mas não há de ser nada, pensei, a loja é aqui no mesmo shopping que eu trabalho, todo mês eu compro uma diferente. E assim foi.
Eu tinha tantas, que acabei me acostumando a sair só com elas, até um dia que fui ameaçada de ficar solteira se eu não as largasse e me arrumasse um pouco mais. Como assim me arrumar um pouco mais? Hello, são Havaianas e elas são chiques (eu acho isso) e lindas. Cedi e comprei um All Star (de propósito).
Hoje tenho apenas 2 (dois) pares, pelo mesmo motivo (O outro), mas sempre que posso as uso.
O principal segredo para compor um visual bacana combinando com as sandálias, é está com as unhas dos pés em dia, viu gente? Nada de sair por aí de Havaianas com a unha suja, não vai ficar legal. Vai por mim!! ;)
Outro ponto, se realmente as sandálias não fazem a sua cabeça, escolha outra marca, mas pelo amor de Jesus Cristo (O Salvador) não use isso...
Além de ser feia, no clima da nossa cidade, vai molhar e vai te dar um chulé da porra!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desculpa, Paulo Coelho

Todos têm o direito de gostar ou não de alguém ou alguma coisa, e eu, não gosto do Paulo Coelho e não é sem ter lido alguma “obra” dele. Li “O Alquimista” há alguns anos atrás e sem sombra de dúvidas foi o pior livro que eu já li em toda a minha vida.
A contra mão desse meu desgosto, o Paulo Coelho já vendeu milhões e foi traduzido em dezenas de línguas, com as suas lições de moral de porta de banheiro de boteco da Cidade Nova V. Gostaria muitíssimo de saber como, eu adoraria ter a fortuna que ele tem. Aquelas “viagens” todas que ele escreve eu vejo como nada mais que sarcasmo, ele é cômico.
Estou escrevendo esse texto porque encontrei alguém que pensa o mesmo que eu acerca desse escritor, ufa... já estava me sentindo sozinha no meio dos que se sentem fina flor da inteligência, baseado nas obras infantilóides do caríssimo.
Eu sou super a favor do incentivo à leitura, mesmo que seja ler Paulo Coelho. Leia, releia, que seja, só não chame os livros feitos para as massas de literatura e nem limite-se a ler apenas isso, você merece mais. rs
Ah... só leia auto ajuda se nada mais estiver funcionando, ok?! ;) Vire hippie se for o caso.

A vida adulta

Eu QUERIA tanto ser adulta, crescer logo e ser bem sucedida (na verdade eu nem pensava nisso separadamente e sim como resultado das minhas escolhas acadêmicas ou até mesmo que a consequência de crescer, é ter seu próprio carro e sua própria casa), eu só conseguia me ver dessa forma, no meu vislumbre de uma vida adulta não existia o outro lado da moeda, que é uma vida cheia de altos e baixos e idas e vindas no Ceasa.
Como ser adulto é chato, como ser adulto no convívio com adolescentes é chato (para o adulto e para o adolescente). PRECISO DE UM EMPREGO NOVO URGENTE, GENTE!
Como eu queria ser criança de novo, porque aí sim as decisões seriam tomadas fazendo jus à idade, no estilo – Tudo que o seu mestre mandar – quando eu brincava de ser adulta, isso não saía da minha imaginação, o que não pode é na fase adulta brincar de ser criança em situações que pedem seriedade.
Há pessoas que vêm ao mundo com a vocação de serem débil pela vida toda, se comportam de forma ridícula, encaram o trabalho como extensão de suas casas, se agarraram na adolescência com unhas e dentes e nem por um pedido pessoal de Jesus Cristo (O Salvador) abrem mão dessa postura e imagem decadente de uma pessoa vazia.
Os meus planos de uma vida adulta não eram esses, além de todo o glamour eu pensava em ter amigos legais e só me relacionar com pessoas bacanas, é isso que eu chamo de descaso com a humanidade, as pessoas não se preocupam no que elas estão se transformando e oferecendo aos seus próximos. Porra quer ser chato? Blz, é um direito seu. Mas faz um favor para a humanidade? ISOLE-SE!!
Hoje, numa das minhas conversas matinais com a mamãe, percebi que eu cresci. Tenho responsabilidades, contas para pagar, coisas com que me preocupar de verdade, que meu coração endureceu, a paciência diminuiu e que eu não preciso mais ter medo de nada, porque todas as coisas são efêmeras, absolutamente T O D A S.
Cansei.
Quem não arrisca, não petisca!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Correntes Malditas

Muitas pessoas detestam essas correntes que mandam por email, facebook, falecido Orkut e por outros meios de comunicação. Eu? A D O R O, principalmente porque essas correntes aguçam bastante a minha criatividade, ou não.
Só não gosto do final que diz que, se você não mandar em meio segundo para 1542 pessoas, você vai ficar cego, ou paraplégico, careca, surdo. Desses terrorismos estou fora, mesmo porque eu nunca encaminho os emails e estou aqui vivinha da silva com todos os meus sentidos apurados. Isso é pura mentira gente!!
Então recebi uma ainda agora e vou postar com as minhas respostas para vocês.
1- Há 10 anos
Estava na no auge da minha gostosura, com 18 anos. Gostava muito de samba (mais do que hoje), ouvia Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Ah, também tomava Cerpa por R$1,00 e era feliz pra caralho! Hoje que eu me dou ao luxo (lixo) de escolher a marca da minha cerveja. 
Ainda sonhava em ser Jornalista (famosa).

2- Há Cinco anos
 Ainda estava morando em Brasília, casada e sem filhos. Estava no melhor emprego que eu já tive, na Livraria Siciliano, ralava de segunda a sábado, mas era muito feliz. Fazia Curso de Brigadista, hoje me pergunto para que gastei tanto tempo e dinheiro com isso. Enfim...

3- Há dois anos
Já estava de volta à Belém, num conflito interno enorme, sem muitas perspectivas, sentindo um calor da porra e namorando com uma pessoa doente mental. Pula essa fase, próxima...

4- Há um ano
As coisas começaram a se acertar, já tinha conhecido o amor da minha vida, mas ainda não eram flores. Já estava no emprego que estou hoje, já pensava em mudar a minha vida. Já pensava em voltar a estudar. Já pensava em muitas coisas que hoje estou executando.
5- Ontem
Foi um dia agradável, ao lado de pessoas que eu amo, comemorando uma data especial. Filminho no fim da tarde e de noite BBB 12.

6- Amanhã
A Deus pertence, isso eu aprendi com muito custo e puxão de orelha do meu amor.

7- Cinco coisas sem as quais não posso viver
Senso de justiça, bondade no coração, minha mãe, meus irmãos e o meu amor.

8- Cinco coisas que eu compraria com Mil reais
Puta que pariu kakakakakakakaka eu adoraria ter MIL REAIS.
Pois bem, eu compraria monteiro lopes da Abelhuda, dois ingressos para o show do Pit Bull, um guarda-chuva, uma JÓIA para a minha mãe ou gastaria tudo numa farra bem  boa.

9- Cinco maus hábitos
Estudar na véspera, falar demais, falar de menos, diminuir algumas pessoas em pensamento e possuir uma enorme capacidade de estragar surpresas.

10- Três coisas que me assustam
Burrice, falta de compaixão e violência.

11- Três coisas que estou vestindo nesse momento
Uma calça velha, uma blusa velha e uma sandália velha.

12- Cantores/bandas favoritas
Maria Bethânia, Roberto Carlos, Maria Rita, Arlindo Cruz, todos os Zecas e Zés. Internacional quase nada!!

13- Três coisas que realmente quero agora
Estímulo para estudar, uma costela para dormir com essa chuvinha que está caindo lá fora e uma xícara de chcolate quente da Segafredo Zanetti.
14- Três lugares onde quero ir nas férias
Fortaleza, Alter do chão e Salinas, exatamente nesta ordem.

15- Pessoas escolhidas:
Quem tiver disposição para isso.

Pulverizando



Existem problemas de caráter público que parecem que nunca serão resolvidos, nem com uma forte campanha de conscientização.
Lembro-me que quando criança também tinha medo do carro que passava pulverizando um fumacê para combater a dengue e outras doenças transmitidas através de picadas de mosquitos.
Hoje acordei com um barulho horroroso, achei que fosse meu ar condicionado dando algum tipo de problema. Olhei no relógio, 6 da manhã, fala sério, isso lá é hora de dar bug no ar?! Mas logo me familiarizei com o som vindo lá de fora, da rua, é o “Fumaceiro”, pensei, mas no auge do meu sono, puta que pariu o Duciomar deve tá de deboche hahaha, além de nos tirar o direito de usufruir de muitas coisas, ainda me manda o “Fumaceiro” as 6 da manhã para me tirar o sono.
Mas a emoção de ver o “Fumaceiro” depois de anos foi maior do que qualquer problema pessoal que eu tenha com o prefeito de Belém, abri rápido a porta do meu quarto e corri para a janela da sala para vê-lo passar e ele estava ali, bem devagar, cuspindo fumaça para todo lado.
 Passou um filme lentamente na minha cabeça, uma saudade grande da minha infância na casa da vovó, saudade do meu vô que já nos deixou há alguns anos. Lembrei de quando ele passava no fim da tarde e cada um pegava a sua cadeirinha e entrava nas suas casas, porque o cheiro daquela fumaça era e é insuportável.
Na época de criança não era nada legal o “Fumaceiro” assim como o fura-dedo também.
Voltei a minha realidade e fiquei puta novamente com o prefeito de Belém e com a lembraça mais classe média que uma pessoa pode ter da infância. rs rs
O “Fumaceiro” fez história.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Comigo não, "mermão"


Assim caminha a humanidade
Ontem eu havia acabado de subir no ônibus e me acomodado em uma das cadeiras do corredor quando começou uma gritaria misturada com choro e pedidos, levantei a cabeça para alcançar com os olhos de onde estava vindo a "confusão". Era um moço com uma receita na mão pedindo algum tipo de ajuda - "qualquer uma ajuda"- para comprar remédios para a sua filha que estava muito doente. Foram 3 longos minutos vendo o suplício daquele homem e nada me causou, nem pena e muito menos compaixão.
Primeiro porque achei o homem saudável (poderia está fazendo qualquer serviço por aí), segundo porque vejo isso todos os dias e terceiro e não menos determinante, a receita ja se encontrava emplastificada.
O teatro deveria ser triste, ou me causar um pouco de angústia, mas eu repito não senti nada e não me sinto menos humana por isso, me sinto contribuindo com a falência da miséria no nosso país.
Tenho uma lembrança muito forte da minha avó dizendo que criou 10 filhos, todos os 10 passaram necessidades juntos e nenhum foi mandado a pedir esmola tampouco ela. Há quem discorde e diga, que feio é roubar e vive sendo enganada por isso.
São outros sofrimentos que me causam dissabores e deles não convém falar agora, o fato é que ninguém vive da boa fé (ou até vive, mas não da minha), há muita gente sem caráter, aproveitadora, muitas vezes usando crianças inocentes, roubando uma infância que já não é nada fácil dessa forma anunciando uma vida adulta sem perspectivas.  
Eu me choco é com o outro lado da moeda, com a capacidade de dissimulação e exploração da boa vontade alheia.
Não me senti mal por não ajudar uma mentira, me senti ultrajada e com vontade de berrar assim como o homem para os outros passageiros, todas as coisas que vieram na minha cabeça e todos as observações que eu fiz em 3 longos minutos.
Comigo não, "mermão"!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Infância Macabra

ki dó, ki dó, ki dó


Minha vinda ao trabalho hoje foi mais uma manhã de pânico no Ceasa, como já aconteceu várias e várias vezes.
Bem, deixa eu contar para vocês...
Quem não se lembra dos medos de infância? Eu tive vários, a maioria deles promovidos pela mente desumana e diabólica da minha avó, ela fez eu acreditar durante 10 anos que o homem do saco realmente existia e que levava dentro de um saco, de uma forma digamos, desconfortável mais até que no Ceasa, as criancinhas desobedientes e no meu caso que não comiam legumes e verduras. Era absurdamente assustador para mim pensar que isso poderia acontecer um dia. Fala sério, como eu era burra e ingênua, qualquer pessoa com o mínimo de raciocínio saberia que geograficamente seria impossível um velho carregar tantas crianças de uma só vez dentro de um saco nojento, imundo e assustador. Eu acreditei por 10 anos!
Outro pânico que a minha avó promovia na minha mente fraca, era o Tranca Rua, quem não se lembra dessa estória? A vovó dizia (em outra linguagem, é claro) que o Tranca Rua tocava o terror se encontrasse alguém na rua a meia noite, e eu obviamente me cagava de medo, e só para previnir as 19h já estava entalcada, pronta para dormir.
Outro medo, e o mais ridículo de todos, era o do cangurú da Radiolux, aquele sim era assustador e foi um medo que eu mesma inventei, minha avó não usou o inofensivo para me assustar, acho que ela nunca nem soube que eu morria quando via aquele carro maldito com aquele cangurú demoníaco em cima. Lembro-me uma vez, quando eu estudava no Santo Agostinho, na minha saída tinha um carro desses parado em frente ao colégio, você saiu do colégio no horário certo? Nem eu!! Esperei o carro ir embora, para poder ir para casa (eu sempre fui descolada desde criança, quando passei para 3ª, 8 anos, eu já ia e voltava sozinha. Belém não era tão perigosa como está hoje, aí era bem tranquilo andar sozinha).
Entre muitos outros medos, o maior de todos e que dura até hoje é o medo de galinhas, porra esse é muito punk. Eu sofri um ataque delas, eram muitas, umas 575 mais ou menos, correndo atrás de mim para bicar uma ferida no meu joelho causada por uma queda de patins. Desde aí as achei nocivas demais para conviver com os humanos.
E hoje, haviam galinhas no Ceasa. E eu? Paguei a passagem e desci pela frente para evitar qualquer contato com esses bichos penosos.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Há algo de podre no reino da Dinamarca




Não sei se sou eu, se são as pessoas, se é a cidade ou se é a educação, mas tem algo muito errado nessa história.
Os valores se inverteram, ninguém se respeita, ninguém respeita a si mesmo. Banalizaram de vez o sexo sem compromisso, sem proteção e sem amor.
Tenho presenciado cenas tristes, de jovens (jovens mesmo) que se prostituem de uma forma tão burra (de grátis), se perdem na ilusão de que ficar com todo mundo é ser garanhão ou sei lá qual outra expressão estão usando hoje. São vítimas dessa banalização do sexo “vendida” em horário nobre em grandes emissoras de televisão.
Um dos fatores que fazem eu não querer por uma criaturinha no mundo é esse, “O Mundo” em que transformamos o mundo. Não quero me sentir frustrada e incapaz de educar uma criança! Falo isso com a certeza de que não depende só de mim, todos nós somos elementos do meio e eu não me sinto no direito de engessar ninguém e restringir o espaço de convívio. Seria uma mãe medrosamente liberal, mas seria. Deus nos deu a vida e ela é só nossa, cabe a nós decidirmos o que fazer com ela.
Agora cheguei num ponto de contradição do texto. Mas o que eu quero dizer é, que seria lindo combinar liberdade com responsabilidade e respeito.

Pensamentos oniscientes



É bem curioso como o “Ceasa lotado” estimula a minha imaginação, pegar a condução sempre no mesmo horário me faz íntima, sem ser de fato, dos demais passageiros pontuais.
Eu fico observando algumas personagens desse cenário, ora trágico, ora cômico, ora desesperador e deprimente, de uma forma quase maluca. Já dei nome a todos eles, se fulano tem cara de José, vai ser José até eu chegar na minha parada e descer.
Hoje vou contar a estória da Sandra (nome fruto da minha especulação), quando eu subo no ônibus ela já está, quase sempre acompanhada da “filha”, quase sempre no mesmo lugar. Sandra trabalha na Fundação Vale Música, local onde a “filha” estuda, é loira, 1,60m, olhos verdes, apesar desses atributos, no contexto eles são confusos, quase a deixando feia. No dia em que ela colocou o aparelho ortodôntico quase todo mundo percebeu, menos a cobradora, que só comentou no outro dia. A Sandra me chama atenção pelo seu olhar nervoso e quase antipático.
Esse pequeno resumo sobre o que ela pode ser e se chamar de verdade é para tentar demonstrar o quanto somos malucos. Como podemos fazer tantas especulações acerca do desconhecido e o pior ainda tomar como verdade. Se torna tão verdade, que hoje, a Sandra não estava no ônibus, eu senti falta e até me preocupei. Será que está doente? Será que morreu? Perdeu o emprego? Tantas perguntas soltas e em menos de 1 segundo me dei conta que as respostas não importavam, porque nada daquilo existia. Apenas a ausência de um passageiro, no mesmo ônibus e no mesmo horário de todos os dias. Amanhã quem sabe ela aparece. E, se mudou de endereço, certamente vai ganhar outro nome e outra vida.

Não está sendo fácil



 Minha vida está em ritmo de hit da Kátia Cega

Pontos:

 Dieta.
Gastar menos.
Caminhadas.
Estudar mais.
Beber menos.
Parar de fumar de uma vez por todas.
Voltar a minha cor normal.
Deixar de ser tosca e aprender (mais uma vez) de uma vez por todas a diferença entre protetor solar e repelente. (Esse é um assunto para outro texto)
Ser um pouco MAIS legal.
Um pouco MENOS altruísta.
Viajar mais.

Que fique claro que a lista não é pedidos para santos, Deus e afins. Trata-se de reeducação.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sinonimizando

Por que será que algumas pessoas simplesmente adoram dar sinônimos complexos para coisas simples só para parecer chique, importante, culto, intelectual. Será mesmo que isso acontece? Sei não... sou daquelas que acreditam que ser tudo isso, que pai d'egua mesmo é ser simples.
Já ouvi pessoas chamarem um buraco no teto em algum canto da casa com telha brasilit trasparente de Jardim de Inverno, assim como já ouvi falarem que estavam indo para a ilha de Caratateua que para mim é simplesmente Outeiro. Uma amiga (nem tão amiga assim) uma vez me convidou para um domingo de sol na piscina da sua casa, qual não foi a minha surpresa... uma piscina de plástico. É isso, ela não usou de toda mentira, era de plástico, mas era piscina. ;) 
Eu já falei a simplicidade é o caminho para as pedras, ser simples e direto é melhor do que ser complexo e prolixo. E no meu caso evitam fadigas, TERMINEI A AMIZADE!!

A epopeia dos meus barracos no CEASA, em apenas um capítulo.


Esse texto deu origem a ideia de criar o Blog, é um texto simples, mal elaborado. Mas relata direitinho o que eu passo todos os dias dentro do "abençoado"
Cotidianamente apanho o CEASA as 18h para voltar para casa do trabalho, e hoje não foi diferente.
Olha a situação
Lá vem o Ceasa balado (como diz os moleques aqui da rua), fiz o sinal, ele (O CEASA) parou, subi, paguei a passagem, passei a roleta e me sentei em uma das cadeiras do corredor (prefiro, porque como sou semi obesa, se eu optar pela janela... e sentar alguém ao meu lado, fico esmagada). Em menos de meio segundo, vinda do quinto dos infernos uma mulher horrorosa pulou por cima de mim, dessa forma me atropelando e me sujando com seu suor de 3 dias, para acomodar-se na cadeira da janela do meu lado. Eu com a minha Phynesa (sic) característica, disse:

- Eu sou uma merda mesmo né? Merda não, porque merda fede e tu terias sentido o meu cheiro.

(Aí começou a baixaria)
- Não precisa gritar, a cadeira estava vazia eu fui sentar.

-Sua doida, quase me machuca.

-Ah Tah, sensível!! (Disse a fedorenta)

(Nesse momento, respirei fundo e...)

- @#$%¨&*(

- Cocoró có có #$%&*(ELA)

Abri minha bolsa, tirei minha apostila do Exemplo e iniciei minha leitura profunda. Toma-te dessa vez fui eu quem ignorou a presença da "coisa"

FALA SÉRIO VIU, NÃO BASTA SER POBRE TEM QUE PROVAR!!

Apresentação da Apresentada

Pois bem, deixa eu me apresentar (sem humildade ou falsa modestia). Sou uma paraense anônima, universiOTÁRIA do curso de Letras, adoro escrever, ser lida e comentada, sou amante da minha família, meus amigos, dos homens e das mulheres, sou livre para isso e bem resolvida. Sou neta da Dona Maria, filha da Vera, Irmã do Raul, da Amanda e tia da Júlia.

A Apresentada
  Do dia em que nasci aos 14 anos morei com os meus avós, mas não sou avovozada como costumam classificar as crianças criadas e educadas pelos avós. Meu pai sumiu do mapa, na verdade até sei como econtrá-lo, mas deixa isso para outra vida. Minha mãe ralou muito para me dar o mínimo de condições de chegar onde eu estou agora (lugar nenhum kakakakakaka), sacanagens a parte, apesar de não ter sido fácil posso dizer que não tive uma vida difícil. Estou aqui para contar história e estória.

Pulando 14 anos da minha história.
Hoje estou aqui, criando um blog que na veradade consiste em, relatar o meu cotidiano e algumas peculiaridades, como por exemplo: as minhas idas e vindas dentro de um Ceasa lotado. Além de outras coisas é claro.
Não posso deixar de contar também, que a grande insentivadora da criação do "Eu Podia Estar Roubando, Ajuda Aí Tia!" foi a Ameli, minha amada, amiga, amante. ♥ LOVE ♥

Apertem os cintos.
:)