Ser tia é ser um pouco pai e mãe, ou talvez só pai ou quem sabe só mãe. Sinto a euforia e faço os planos mais toscos para a criança, como por exemplo: “Ela com certeza vai ser torcedora do Paysandu”, ou então, “Minha princesa vai gostar de ouvir Roberto Carlos.” Como se eu pudesse de alguma forma influenciar em pensamento, desde já, os gostos e escolhas dela, confesso está sendo um tanto quanto calculista nesse momento. E ao mesmo tempo, me preocupo com a educação dela, saúde e de como todas as outras coisas vão ser, se vão ser difíceis, se todos estarão velhinhos, unidos observando a Júlia adulta, bem resolvida e feliz. Como ser tia é realmente difícil, meu coração dispara quando penso nessa pequena, meus olhos embaçam de lágrimas quando imagino a carinha dela, os primeiros passos e ela me chamando de titia.
Sempre sonhei com esse dia e é incrível como eu sempre soube que ela seria a Júlia, eu sempre soube que seria assim!!
Hoje eu acordei assim, totalmente sentimental e pensando nesse meu lado maternal que cresce junto com a barriga da minha irmã, ser tia com certeza é a minha função mais nobre, é perfeito.
E ultimamente tenho pensado em várias frases para ser a primeira a ser dita por mim à ela, acho que vou mandar um - “Seja bem-vinda meu amor. O mundo não é lá essas coisas, mas estou aqui para te ajudar nessa jornada.” – obviamente ela não vai entender, mas eu sei que vai entrar no coraçãozinho dela e vai confortar.
Eu já sei tantas coisas sobre ela e já a amo tanto.
Esse post relata o nascimento de uma nova coruja!

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