quinta-feira, 23 de maio de 2013

Pequenos delitos, grandes corruptos

Num país onde a impunidade reina é bem viável seguir pelo caminho errado. Essa semana passei por uma situação bastante constrangedora e triste: percebi que o cobrador do ônibus (CEASA) que eu pego todos os dias no mesmo horário está desviando o valor das minhas passagens para o bolso dele, de forma que ele passa o meu vale transporte digital duas vezes na máquina da roleta, contabilizando assim uma passagem para a empresa e a outra para ele.
Juro que a minha revolta, nem de longe, foi por causa da subtração do meu dinheiro. Foi revoltante ver como o ser humano é fraco, como uma pessoa tem a possibilidade de trilhar por caminhos corretos através da oportunidade de um emprego com a carteira assinada prefere ROUBAR, CORROMPER-SE e ULTRAJAR-SE. E o pior, não consegue colocar-se no lugar do outro. TRISTE REALIDADE!!
Liguei na empresa, fiz a denúncia e pelo visto nada será feito. CONCLUSÃO: a corrupção está instalada, principalmente, nos órgãos responsáveis pela fiscalização. Que país é esse? Pequenos delitos são transgressões leves que passam impunes e, no Brasil, estão tão institucionalizados que os transgressores nem têm ideia de que estão fazendo algo errado. Ou então acham isso não vai leva-lo a delitos maiores.
Será que ninguém consegue perceber que alguém que é capaz de cometer um pequeno delito, quando tiver a oportunidade assaltará um banco, vai traficar e assassinar? Sim, porque não?!!
Até quando vamos ser vítimas das “vítimas”?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fuga




Hoje em dia as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor.  Qualquer tropeçada: Adeus!  Não aceitamos erros. Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas, que estão altíssimas e não param de crescer.


Vivemos, na verdade, na era da Intolerância. Do imediatismo.  Da falta de paciência com pessoas que não seguem o nosso ritmo. No meio dessa bagunça,  esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo.  Tolerância. E uma boa dose de bom senso. Não, pessoas não são descartáveis. Não, a gente não foi feito para viver numa eterna disputa de egos. Não, não quero mais isso para a minha vida já faz um tempinho. ;)


Porque andamos, assim, tão exigentes? Será que, no fundo, temos medo de amar e nos auto boicotamos com situações que nunca vão dar em nada? Do tipo “eu sou assim e dane-se”.



Não, não vamos colocar a culpa no outro. Se as coisas não estão dando certo, temos grande responsabilidade sobre elas.  Não vamos começar nosso discurso batido e rebatido que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas problemáticas, instáveis e avessas a compromisso. Do azar no amor, ninguém foge. Mas se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos. Se encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade, angústia e ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro. E repensarmos quem somos.  E o que realmente queremos.


Passei muito tempo pensando que era azar, hoje percebo exatamente isso que exponho para vocês, tenho uma grande parcela de culpa de ter tido apenas breves casos de amor (e ódio). Sempre fui muito autossuficiente, achava que por obrigação as pessoas deveriam morrer de amor por mim. Que bobagem. Sendo assim, atraí muitas pessoas problemáticas para a minha vida, fui um problema na vida de muitas pessoas também. Hoje me vejo muito mais maleável, totalmente sem orgulho. Levo pela cara por isso, porém o mais importante é que me sinto bem e feliz agindo assim. Com a sensação de está cumprindo a minha parte. De amar com tudo o que eu posso.


Em algumas brincadeiras com amigos costumo dizer: a pessoa que tem meu amor só não tem tudo porque eu não tenho nada. rs...

Tenho resquícios de uma amor imaturo, tipo ciúminhos bobos, exigências exageradas. Mas, como um todo me vejo madura para viver um relacionamento adulto, leve e com tudo mais que esse tipo de relacionamento traz consigo.


Olha, eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade. Gosto de escrever sobre o que meu coração sente. Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas, muito menos admitir quando faz escolhas erradas. Mas, se estou aqui hoje, dando a cara à tapa, é porque descobri que me boicotei durante muitos anos. Fugi do amor com medo de perder minha liberdade. Ou com medo de perceber que ter um relacionamento não traz garantia nenhuma de felicidade. E não traz mesmo. Mas quando as duas partes estão dispostas o caminho fica aberto.


Antes de colocar a culpa da sua vida amorosa no outro. No destino. Em algum karma. Macumba. Lúcifer. Ou em qualquer lugar fora de você, PENSE BEM.

Nós encontramos FORA o que – na verdade – MORA AQUI DENTRO. Então se doe, se entregue e se nada der certo, RECOMECE. O Recomeço é penoso, mas vem sempre com um cheirinho bom.