quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Irracional



A vida e seus estranhos truques, existem coisas que a gente sabe e não quer saber que sabe. Engraçada essa afirmação, pode até mesmo ser redundante, mas é muito real. Na verdade, existem mesmo muitas coisas que nós sabemos, mas preferimos ignorar. Talvez seja por medo, por comodidade, por conveniência... Nós simplesmente fingimos que isso não é conosco e vamos  empurrando as coisas para baixo do tapete até um dia tropeçarmos na sujeira toda e cair.
De uns tempos para cá tenho ignorado muita coisa que no meu entendimento me fará mal, ou me fará tomar decisões que posteriormente podem ou não me trazer arrependimento, há muito eu me conscientizei de que ser ignorante (pessoa que ignora os fatos) é bem melhor do que levar tudo a ferro e fogo. É preciso ser leve de vez em quando.
O sentimento é irracional, por tanto o que os olhos não veem o coração não sente. Isso não passa a autorização para a mentira, é apenas uma forma de amenizar o que já se sabe. Se seus olhos estão contaminados de conceitos errados, preconceituosos e limitados não seria de estranhar que seu coração esteja equivocado. É preciso ter frieza para tratar com a verdade.
Buscar a “perfeição” no outro é hipocrisia, é como se a gente quisesse suprir nossas falhas. E a perfeição não existe por causa da diversidade de necessidades individuais. Só por isso!
Preserve o que você tem e tente transforma-la todos os dias de acordo com as suas necessidades, você viverá bem mais feliz. Essa busca interminável cansa!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Porque não é leve?


Ele sempre foi ativo, vivia em pé em seu comercio e dizia: " se senta o fregûes não entra." e no fim da vida, foi sentando aqui, sentando ali, cavando seu lugar no sofá, silenciando e murchando como uma plantinha. 

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A morte gradativa me faz pensar muito na vida e em como deveríamos todos poder ir morrendo assim, lentamente (mas sem sofrimento), para que pudéssemos ter mais chances de aprender sobre aquilo que insistimos em não aceitar. Ele me deu a chance de compreender fisicamente o fim. Minha tristeza foi se diluindo nos seus últimos dias de vida e vê-lo se redimindo de algumas coisas nem tão boas que fez "em saúde" foi confortante e, eu diria, um presente da vida pra mim. Pude me despedir aos poucos, na mesma velocidade em que ele se despedia da vida, a cada visita eu recordava um sorriso, um palavrão e um carinho. Foi GRANDE o reencontro, ele não reconhecia mais ninguém e reconheceu a neta que só lhe dava orgulho, conseguiu dizer algumas palavras, ficava horas segurando as minhas mãos, como se me quisesse SEMPRE ali com ele. Eu sempre estive.
Nem tão poetica assim, foi a sua luta para continuar entre nós. Mesmo não sendo a minha, conheci a morte em estado bruto, físico, o pó. Nessa ordem! Ele sofreu. Eu sofri. E ele perdeu. E eu também perdi. Mas eu já havia me despedido e ele também. Acho que ele não compreendeu muito bem o significado da palavra "DESPEDIDA". Ele me visitava sempre, eu o sentia, sentia o seu cheiro quando ele vinha e quando ele ia deixava paz. E como a vida, as visitas também foram desaparecendo lentamente.
E a vida é assim, tão parceira da morte. Engano de quem acha que a morte é cruel, cruel é ter um amor tão grande por alguém e a VIDA se encarregar de coloca-lo na caixinha do "quase esquecimento". 

E aqui eu cantarolo uma música sertaneja. REALMENTE a vida continua!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Encontros



Quando duas almas se encontram o que realça primeiro não é a aparência física, mas a semelhança d'almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra e lamentam por não terem se encontrado antes, pois tudo poderia ter sido diferente. Quando o amor chega tudo vira uma bagunça feliz. Tudo tem cheiro de flor e um colorido acentuado com cores vibrantes, no mesmo compasso das batidas eufóricas do coração, sendo ele o mais sensível dos músculos e receptor de todo esse turbilhão que é esse tal de amor.
Com isso me sinto confortável em contar-lhes uma história...


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O dia despertou diferente, a rotina nem parecia incomodar, ela seguiu... chegou ao seu destino e o seu Destino era um sorriso lindo, com olhos vorazes e aquele Destino passou, desapareceu e foi adormecido. E passaram os dias, os meses e ela novamente teve contato com o ele, dessa vez o fez perceber que ela existia. Ela marcou presença e o estudou como que de alguma forma pensasse tê-lo pra si, mas isso era um futuro bem improvável, pois o seu Destino já havia feito a sua própria escolha de ser de outra pessoa. Ela calou e continuou. Mas nunca o esqueceu.

E o dia despertou diferente, a rotina nem parecia incomodar, ela seguiu... e dessa vez resolveu que faria diferente, resolveu mudar a sua estratégia e mudou a sua história. Chegou pertinho, falou manso, conheceu alguns medos, respeitou as vontades, teve paciência e foi convidada a se instalar. E foi aí que tudo começou. Ela sorriu, segurou na mão do seu Destino, fazendo o papel dele de guiar. Ela escreveu a sua própria história, ela definiu o seu destino. E ele aceitou. Concordaram escrever juntos a partir da segunda linha... e foi assim. Ela quis. Ele quis. E eles combinaram que tudo só iria fazer sentido se os dois juntos quisessem. Foi a única conquista da sua vida e a mais importante, foi como votos de renovação, foi como combustível para a felicidade e tudo ficou tão pequeno perto daquele amor.
E ela foi feliz para sempre. Ela e o Destino!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A minha verdade sobre a mentira


Será que apresentar a verdade em doses reduzidas facilita a vida?
Bem... depende muito do ponto de vista das pessoas envolvidas nessa teia inescrupulosa que é a mentira. Sim, pois tudo ficou mais leve depois que o senso comum propagou que omitir não é mentir. Omitir é mentir para si mesmo, é trair o outro, pois o outro sempre espera sinceridade e lealdade de você. Tem gente que nem se incomoda, outras apresentam ferimento na alma quando são vítimas de mentiras. Então se existe dor e sofrimento, concluo que mentira é como um entorpecente, no início você se sente aliviado por um possível contorno de situação, porém o efeito vai passando e surgem os problemas. Mentir vicia!
Há quem diga que mentir é uma arte, há quem concorde. E, o que eu penso é que a mentira revela fielmente o caráter de uma pessoa podendo até ser algo patológico.

E por que há associação da verdade com a perfeição? Parece que os valores estão invertidos.
Será que as pessoas não podem solidificar suas relações com a verdade? E o juramento? E o amor? E A REPUTAÇÃO? 
Porque banalizaram a mentira, porque quem não mente é fraco e faz papel de bobo. VIDA LONGA AOS FRACOS!

Se for mentir, minta com sinceridade e nunca minta para você mesmo, você pode acreditar!