Existem problemas de caráter público que parecem que nunca serão resolvidos, nem com uma forte campanha de conscientização.
Lembro-me que quando criança também tinha medo do carro que passava pulverizando um fumacê para combater a dengue e outras doenças transmitidas através de picadas de mosquitos.
Hoje acordei com um barulho horroroso, achei que fosse meu ar condicionado dando algum tipo de problema. Olhei no relógio, 6 da manhã, fala sério, isso lá é hora de dar bug no ar?! Mas logo me familiarizei com o som vindo lá de fora, da rua, é o “Fumaceiro”, pensei, mas no auge do meu sono, puta que pariu o Duciomar deve tá de deboche hahaha, além de nos tirar o direito de usufruir de muitas coisas, ainda me manda o “Fumaceiro” as 6 da manhã para me tirar o sono.
Mas a emoção de ver o “Fumaceiro” depois de anos foi maior do que qualquer problema pessoal que eu tenha com o prefeito de Belém, abri rápido a porta do meu quarto e corri para a janela da sala para vê-lo passar e ele estava ali, bem devagar, cuspindo fumaça para todo lado.
Passou um filme lentamente na minha cabeça, uma saudade grande da minha infância na casa da vovó, saudade do meu vô que já nos deixou há alguns anos. Lembrei de quando ele passava no fim da tarde e cada um pegava a sua cadeirinha e entrava nas suas casas, porque o cheiro daquela fumaça era e é insuportável.
Na época de criança não era nada legal o “Fumaceiro” assim como o fura-dedo também.
Voltei a minha realidade e fiquei puta novamente com o prefeito de Belém e com a lembraça mais classe média que uma pessoa pode ter da infância. rs rs
O “Fumaceiro” fez história.

Nenhum comentário:
Postar um comentário