Hoje
em dia as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor. Qualquer tropeçada:
Adeus! Não aceitamos erros. Não aceitamos qualidades no outro que, pra
nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas,
que estão altíssimas e não param de crescer.
Vivemos,
na verdade, na era da Intolerância. Do imediatismo. Da falta de paciência
com pessoas que não seguem o nosso ritmo. No meio dessa bagunça,
esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo. Tolerância.
E uma boa dose de bom senso. Não, pessoas não são descartáveis. Não, a gente
não foi feito para viver numa eterna disputa de egos. Não, não quero mais isso
para a minha vida já faz um tempinho. ;)
Porque
andamos, assim, tão exigentes? Será que, no fundo, temos medo de amar e nos
auto boicotamos com situações que nunca vão dar em nada? Do tipo “eu sou assim e
dane-se”.
Não,
não vamos colocar a culpa no outro. Se as coisas não estão dando certo, temos
grande responsabilidade sobre elas. Não vamos começar nosso discurso batido
e rebatido que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas
problemáticas, instáveis e avessas a compromisso. Do azar no amor, ninguém foge. Mas
se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos. Se
encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade, angústia e
ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro. E repensarmos quem
somos. E o que realmente queremos.
Passei
muito tempo pensando que era azar, hoje percebo exatamente isso que exponho
para vocês, tenho uma grande parcela de culpa de ter tido apenas breves casos
de amor (e ódio). Sempre fui muito autossuficiente, achava que por obrigação as
pessoas deveriam morrer de amor por mim. Que bobagem. Sendo assim, atraí muitas
pessoas problemáticas para a minha vida, fui um problema na vida de muitas
pessoas também. Hoje me vejo muito mais maleável, totalmente sem orgulho. Levo
pela cara por isso, porém o mais importante é que me sinto bem e feliz agindo
assim. Com a sensação de está cumprindo a minha parte. De amar com tudo o que
eu posso.
Em
algumas brincadeiras com amigos costumo dizer: a pessoa que tem meu amor só não
tem tudo porque eu não tenho nada. rs...
Tenho
resquícios de uma amor imaturo, tipo ciúminhos bobos, exigências exageradas. Mas,
como um todo me vejo madura para viver um relacionamento adulto, leve e com
tudo mais que esse tipo de relacionamento traz consigo.
Olha,
eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade. Gosto de escrever sobre o
que meu coração sente. Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas, muito
menos admitir quando faz escolhas erradas. Mas, se estou aqui hoje, dando a
cara à tapa, é porque descobri que me boicotei durante muitos anos. Fugi do
amor com medo de perder minha liberdade. Ou com medo de perceber que ter um
relacionamento não traz garantia nenhuma de felicidade. E não traz mesmo. Mas
quando as duas partes estão dispostas o caminho fica aberto.
Antes de
colocar a culpa da sua vida amorosa no outro. No destino. Em algum karma. Macumba.
Lúcifer. Ou em qualquer lugar fora de você, PENSE BEM.
Nós
encontramos FORA o que – na verdade – MORA AQUI DENTRO. Então se doe, se
entregue e se nada der certo, RECOMECE. O Recomeço é penoso, mas vem sempre com
um cheirinho bom.

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