quinta-feira, 23 de maio de 2013

Pequenos delitos, grandes corruptos

Num país onde a impunidade reina é bem viável seguir pelo caminho errado. Essa semana passei por uma situação bastante constrangedora e triste: percebi que o cobrador do ônibus (CEASA) que eu pego todos os dias no mesmo horário está desviando o valor das minhas passagens para o bolso dele, de forma que ele passa o meu vale transporte digital duas vezes na máquina da roleta, contabilizando assim uma passagem para a empresa e a outra para ele.
Juro que a minha revolta, nem de longe, foi por causa da subtração do meu dinheiro. Foi revoltante ver como o ser humano é fraco, como uma pessoa tem a possibilidade de trilhar por caminhos corretos através da oportunidade de um emprego com a carteira assinada prefere ROUBAR, CORROMPER-SE e ULTRAJAR-SE. E o pior, não consegue colocar-se no lugar do outro. TRISTE REALIDADE!!
Liguei na empresa, fiz a denúncia e pelo visto nada será feito. CONCLUSÃO: a corrupção está instalada, principalmente, nos órgãos responsáveis pela fiscalização. Que país é esse? Pequenos delitos são transgressões leves que passam impunes e, no Brasil, estão tão institucionalizados que os transgressores nem têm ideia de que estão fazendo algo errado. Ou então acham isso não vai leva-lo a delitos maiores.
Será que ninguém consegue perceber que alguém que é capaz de cometer um pequeno delito, quando tiver a oportunidade assaltará um banco, vai traficar e assassinar? Sim, porque não?!!
Até quando vamos ser vítimas das “vítimas”?

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