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| ki dó, ki dó, ki dó |
Minha vinda ao trabalho hoje foi mais uma manhã de pânico no Ceasa, como já aconteceu várias e várias vezes.
Bem, deixa eu contar para vocês...
Quem não se lembra dos medos de infância? Eu tive vários, a maioria deles promovidos pela mente desumana e diabólica da minha avó, ela fez eu acreditar durante 10 anos que o homem do saco realmente existia e que levava dentro de um saco, de uma forma digamos, desconfortável mais até que no Ceasa, as criancinhas desobedientes e no meu caso que não comiam legumes e verduras. Era absurdamente assustador para mim pensar que isso poderia acontecer um dia. Fala sério, como eu era burra e ingênua, qualquer pessoa com o mínimo de raciocínio saberia que geograficamente seria impossível um velho carregar tantas crianças de uma só vez dentro de um saco nojento, imundo e assustador. Eu acreditei por 10 anos!
Outro pânico que a minha avó promovia na minha mente fraca, era o Tranca Rua, quem não se lembra dessa estória? A vovó dizia (em outra linguagem, é claro) que o Tranca Rua tocava o terror se encontrasse alguém na rua a meia noite, e eu obviamente me cagava de medo, e só para previnir as 19h já estava entalcada, pronta para dormir.
Outro medo, e o mais ridículo de todos, era o do cangurú da Radiolux, aquele sim era assustador e foi um medo que eu mesma inventei, minha avó não usou o inofensivo para me assustar, acho que ela nunca nem soube que eu morria quando via aquele carro maldito com aquele cangurú demoníaco em cima. Lembro-me uma vez, quando eu estudava no Santo Agostinho, na minha saída tinha um carro desses parado em frente ao colégio, você saiu do colégio no horário certo? Nem eu!! Esperei o carro ir embora, para poder ir para casa (eu sempre fui descolada desde criança, quando passei para 3ª, 8 anos, eu já ia e voltava sozinha. Belém não era tão perigosa como está hoje, aí era bem tranquilo andar sozinha).
Entre muitos outros medos, o maior de todos e que dura até hoje é o medo de galinhas, porra esse é muito punk. Eu sofri um ataque delas, eram muitas, umas 575 mais ou menos, correndo atrás de mim para bicar uma ferida no meu joelho causada por uma queda de patins. Desde aí as achei nocivas demais para conviver com os humanos.
E hoje, haviam galinhas no Ceasa. E eu? Paguei a passagem e desci pela frente para evitar qualquer contato com esses bichos penosos.

2 comentários:
Não sabia do medo do canguro da radiolux! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Existem outros, mas tenho vergonha de dividir com vocês!! rs
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