terça-feira, 8 de janeiro de 2013

De repente 30




Ainda não sei se a tão temida crise dos 30 vai se apoderar de mim, talvez sim. Talvez inclusive tenha se antecipado. Já faz um tempinho que comecei uma auto avaliação das minhas três décadas semi vividas. E quer saber? Não cheguei a nenhuma conclusão sensata!
Não tenho filhos, não tenho imóveis, não tenho carro, não tenho emprego estável. Aliás, estabilidade é um conceito complicado de definir, mas tenho certeza que o que menos existe na minha vida é estabilidade. O que sei é que tenho um amor, uma família que não se mete na minha vida e na medida do possível me apoia, poucos e bons amigos, uma faculdade pela metade que mais parece um beco sem saída (mas pelo menos todo mundo que já passou por isso me disse que é assim mesmo). Mas o melhor de tudo é que não tenho dívidas gigantescas, nem morais nem financeiras. Ufa!
Mas o mais complicado é que não sei se quero filhos, se quero imóveis ou um trabalho estável. Bom, o trabalho sim eu gostaria de ter. Mas estabilidade também significa criar raízes, coisa que às vezes o meu lado nômade insiste em não aceitar. Engraçado e contraditório, pois me sinto muito confortável pensando em dividir uma vida inteira com alguém. ESTABILIDADE EMOCIONAL. É a eterna dicotomia entre andar em círculos ou por uma estrada em linha reta, entre lançar-se no espaço ou pisar os pés da terra.
Enquanto isso, sem ter nada 100% claro, eu vou vivendo um dia de cada vez. Alguns dias com mais crises que outros, vou sorrindo, chorando vez ou outra, tropeçando e levantando. Quem sabe um dia eu caiu bem nos braços da plenitude.

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