Meu nome é Lina. Minha mãe me chamam de Lina mesmo, minhas tias de Flor, meus amigos de Linoca, e por aí vai. Gosto demais do meu nome, mas a verdade é que, de uns tempos pra cá, estou ficando mega ansiosa para ser chamada de “tia”.
A forma como soube que
minha irmã estava grávida foi bem ao estilo da família Lobo, minha mãe me acordou num sábado de manhã e disse, como quem diz o que quer almoçar, "a Amanda tá grávida, vou viajar e tu faz o favor de conversar com ela e contar a notícia pro teu irmão, tchau!". Simples assim.
A emoção foi tão
grande que eu sequer consegui esconder as lágrimas. É claro que eu não
sabia muito bem o que esperar, mas a ideia de ter um bebê assim tão perto,
fruto de alguém que eu amo tanto, foi, no mínimo, fascinante.
Várias vezes
fiquei pensando em como seriam os olhos, como seria o cabelo, o rostinho, todas
essas coisas, como se minha ela fosse, mas estivesse na barriga da minha irmã. E então ela
chegou. Impossível não achá-la linda, a coisa mais linda do mundo!
Penso que
poucas mulheres tem o privilégio de experimentar o que eu chamo de “amor de
tia”. Aquele que você sente antes de ser mãe, quando se depara com uma cópia de
alguém que você ama muito, reproduzida em tamanho mini e que exige carinho,
cuidado e a concretização da magia apenas por existir. Não tem como você ficar
imune ao amor de tia... Ele é arrebatador!
Entre outras coisas, sobre tudo, nos tornamos pessoas com problemas neurológicos, falamos numa língua que nem vc, nem a criança e nem ninguém seria capaz de entender. Fora que em
vez do seu cérebro memorizar coisas realmente úteis para a sua vida
profissional, você aprende todas as música dos três DVD's da galinha
pintadinha e faz caretas ridículas só para ele/ela parar de chorar,
tira 300 fotos/vídeos e sai mostrando para todos os amigos como se fosse a
coisa mais sensacional do mundo, ou apenas fica olhando ela dormir com cara de
lesa, esperando ela acordar mal-humorada pra você achar graça.
Por fim,
considerando as pequenas obrigações que tenho como tia (ainda mais se comparada
às obrigações dos pais), farei o possível para que ela goste e respeite os
animais, tenha um gosto musical apurado e faça sempre algum esporte. E, é
claro, nunca se esqueça do quanto a “tia” a ama... E que eu sempre estarei por
perto, dela e de sua mãe...

Nenhum comentário:
Postar um comentário