terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tudo acaba, quando termina!

Redundâncias à parte, é assim que deveria acontecer. Por que algumas pessoas e a mídia em geral, adoram homenagear e fazer aquela cena, só depois que o artista morre? Aparecem fãs de todos os lados, estórias íntimas dos mortos, filhos bastardos, mulheres que “fizeram” parte da vida adultera de alguns e no finalziiiinho do sétimo dia, o Programa do Ratinho dará o resultado do exame de DNA.

Ufa!

Depois de todo esse alvoroço, o que fica mesmo são as lembranças para aqueles que realmente eram fãs, para a família e para alguns amigos mais próximos e se o artista tiver sido expressivamente importante para a nossa cultura, assim como amigo pessoal de algum bacanudo das emissoras de Tv, ela ainda fatura uma pontinha no Horário Nobre como lembrança do seu 1º, 5º,15º,20º (até o bacanudo existir) ano de falecimento.

No Brasil homenagem é só pós morte, e olhe lá. Bem que poderíamos seguir o exemplo dos EUA, com a sua calçada da fama e reconhecer o talento dos que ainda estão vivos, pelas suas contribuições para a indústria do entretenimento, dando-lhe uma estrela com o seu nome.

E aqui em Belém é só pós morte na miséria, chamaram o Verequete e ele foi, sem pestanejar, como quem diz assim: “CANSEI!” e agora vemos Niágaras de homenagens para ele, estão querendo consertar o que não tem conserto, já foi, já era, bateu as botas. E só ficou: “O carimbó não morreu/ está de volta outra vez/ o carimbó nunca morre/ quem canta o carimbó sou eu.” , foi o que ele deixou, diga-se de passagem gratuitamente para as nossas vidas, e nem adianta fazer cara feia, pois o Carimbó faz parte SIM das nossas vidas e o MESTRE foi ele e não esse carinha de chapelão que surfou e se consagrou nas costa do Verequete.

E nas minhas lidas, achei notícias de como foi o velório do Mestre e encontrei algumas fotos e uma delas me chamou muita atenção, Duciomar Costa, já prefeito de Belém na época e responsável pelo corte do benefício recebido pelo Verequete, concedido pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues, com cara de emocionado. E, é isso, o descaso é total, as pessoas não se importam mais, os valores estão sendo jogados no lixo e o lixo continua no meio da rua.  

Infelizmente, meu Mestre, a sua obra permanecerá assim, com a estranha sensação de que não sabemos dar valor ao que é nosso.

E lá em casa continuo apreciando, amando, cuidando, respeitando a minha mãezinha, enquanto ainda à tenho pertinho de mim. Porque depois que ela se for, só ficará a lembrança e a sensação contraposta à que eu tenho acerca do Mestre. Não levarei velas e nem flores no seu túmulo, para o carinha “lá da frente” não pegar as flores, apagar as velas e as vender novamente. Não farei isso, porque ela não estará lá, ela estará aqui dentro de mim.

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